O Baixo Nível do Cantareira e as Ações da SABESP
- rmszpak0
- 27 de jan.
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Com a aproximação do período de seca sobre a região de São Paulo, novamente o volume do Cantareira se torna um tópico de discussão, desta vez, acompanhado do futuro das ações da SABESP.
O cenário atual é complexo. O reservatório principal segue com níveis críticos (abaixo dos 20% de volume útil, já delimitando a faixa de contenção), o que pressiona agentes do mercado preocupados com o abastecimento de água e possíveis impactos nos resultados da companhia. Além disso, o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) - que inclui outros reservatórios além do Cantareira - conta com pouco menos de 30% da capacidade. Porém, apesar dos números apontarem cerca de 50% da capacidade total do sistema já preenchida, o que preocupa acionistas e especialistas é o baixo índice de chuvas da região, que sugere um racionamento de água no futuro não tão distante, similar aos níveis de 2014, segundo projeções, devido à falta de reposição da água. Não basta os reservatórios estarem suficientemente cheios no presente momento, é preciso pensar na capacidade de reabastecimento dos mesmos para os próximos meses.
Este cenário já está se refletindo em outras frentes, especialmente na forma da queda de vazão e de ações, e ao mesmo tempo que a vazão de água do reservatório caiu para 23 m³/s, abaixo do normal de 31 m³/s, as ações da SABESP viram uma queda de 7% no mês de janeiro, fruto de previsões de mercado em que a entrada de água seria inferior a 50% da média histórica, uma situação que pode se tornar realidade devido aos índices pluviométricos até o presente momento.
No entanto, o JP Morgan afirma não compartilhar destas preocupações. Analistas do banco mantêm recomendação “overweight” (compra) para a SBSP3, com preço-alvo de até R$160 por ação em 2026, o que representaria cerca de 30% de valorização potencial frente ao preço atual, pois mesmo apresentando uma performance inferior ao Ibovespa, o banco vê espaço para retorno a longo prazo, com rentabilidade anual superior a 11% sobre a inflação. O JP Morgan ainda atribui esta queda significativa de valores a um cenário muito pessimista por parte de investidores e acionistas, especialmente considerando que a SABESP estabeleceu regulações que asseguram mecanismos para suavizar os impactos do volume reduzido de água.


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